Qual é o melhor tour a Moray e Maras de Cusco

Qual é o melhor tour a Moray e Maras de Cusco

O Vale Sagrado dos Incas contém muitos sítios arqueológicos e maravilhas geográficas fundamentais para compreender a engenharia e a cultura do antigo Peru. Muito além da clássica rota para Machu Picchu, existem dois atrativos que se destacam pela sua singularidade técnica e visual: o laboratório agrícola de Moray e as Salinas de Maras.

É possível visitar Moray e Maras num dia? Sim, este tour organizado é uma das atividades mais escolhidas.

Neste artigo, detalhamos toda a informação técnica e de serviços para organizar a sua visita, além de rever os circuitos guiados mais convenientes. Se está organizando um itinerário completo pela região, sugerimos revisar os pacotes turísticos em Cusco para resolver traslados e alojamentos de maneira unificada e ao melhor preço.

A melhor forma de visitar Maras e Moray: tours de Cusco

Coordenar o transporte público, negociar com taxistas locais no "Ramal de Maras" e calcular os tempos de visita pode falhar. Por isso, a opção mais eficiente e segura é contratar um serviço guiado. As excursões em Cusco resolvem a logística de porta a porta e incluem a explicação técnica e histórica de especialistas oficiais, um fator chave para entender o funcionamento dos terraços agrícolas e a geologia das salinas.

A seguir, detalhamos dois dos itinerários mais recomendados:

1. Tour a Maras e Moray em quadriciclo

A melhor proposta para somar adrenalina ao percurso cultural. O tour a Maras e Moray em quadriciclo é de meio dia (com saídas de manhã ou à tarde). Está pensado para transitar pelas paisagens do Vale Sagrado num veículo todo-o-terreno.

A aventura começa com o traslado dos hotéis em Cusco e uma viagem de 50 minutos até à base de operações de Cruzpata. Lá é hora de colocar o equipamento de segurança obrigatório (capacete e luvas) e assistir à palestra técnica sobre o manuseio dos quadriciclos (ATV) seguida de uma prática de condução num circuito fechado antes de sair para a estrada.

A travessia é entre trilhas de terra rodeadas de montanhas e campos agrícolas até chegar ao Complexo Arqueológico de Moray. Após estacionar os quadriciclos, ingressa-se no local a pé para realizar a visita guiada pelos terraços circulares.

Depois da visita retoma-se o caminho em direção à vila de Maras. Para evitar acidentes na estreita estrada de ribanceira (além de prevenir a contaminação do sal com a poeira dos motores), os quadriciclos não podem descer até às Salinas. Portanto, os veículos são deixados num ponto seguro perto de Maras, e a descida às minas de sal realiza-se de van.

2. Tour cultural e histórico: Chinchero, Maras e Moray

Se o objetivo é aprofundar na história incaica, nas tradições têxteis e na fotografia de paisagens, o tour clássico de meio dia a Chinchero, Maras e Moray é a opção indicada. Este circuito otimiza o tempo na estrada ao máximo, somando uma parada estratégica de altíssimo valor cultural antes de chegar aos sítios principais.

O percurso inicia cedo de Cusco em direção ao Vale Sagrado. A primeira parada é o povoado de Chinchero, localizado a 3.762 metros de altura e mundialmente reconhecido pela qualidade das suas tecelãs.

Na visita ao Centro de Interpretação Têxtil, as mulheres da comunidade mostram ao vivo as técnicas ancestrais de tecelagem. A lã de alpaca é lavada com a raiz andina saqta (um detergente natural) e as cores vibrantes compõem-se de tintes naturais, como o vermelho carmim extraído do inseto cochonilha.

Antes de seguir, é hora de visitar os exteriores da igreja colonial de Chinchero, construída diretamente sobre alicerces de palácios incas.

Depois segue o traslado ao complexo arqueológico de Moray para explorar e compreender o funcionamento do laboratório agrícola. Finalmente, o tour dirige-se às Salinas de Maras para observar os milhares de poços de evaporação, entender o sistema de irrigação cooperativo que as famílias locais mantêm e ter tempo livre para tirar fotografias ou adquirir sal diretamente dos produtores.

Rotas e transporte: como chegar a Maras e Moray de Cusco

A logística de transporte no Vale Sagrado requer atenção aos desvios e ao estado das estradas. Se quer saber como chegar a Maras e Moray de Cusco por conta própria, existem duas alternativas: veículo particular, ou combinar transporte público com táxis.

O trajeto total de Cuzco até à vila de Maras é de uns 50 quilômetros. A viagem de carro começa para o noroeste pela Rota Nacional 3S, a mesma rodovia que conecta com Urubamba e Ollantaytambo. Este primeiro trecho está completamente asfaltado e em bom estado.

Após uns 45 minutos chega-se ao quilômetro 50, onde se encontra o "Ramal de Maras". Aqui tem que se pegar um desvio para a esquerda por uma rota secundária que conduz diretamente ao centro da vila em 10 minutos.

Para viajar de Cusco a Maras e Moray de transporte público é preciso partir da rua Pavitos em Cusco, de onde partem as vans (lotações) com direção a Urubamba. Uma vez paga a passagem, tem que avisar o motorista para parar no Ramal de Maras. Uma vez nesse cruzamento, sobre a rota principal, há sempre táxis locais esperando para levar os turistas para a vila de Maras, as salinas ou o complexo de Moray.

A vila de Maras e as Salinas: localização e serviços turísticos

A vila de Maras funciona como o centro logístico da zona. A sua arquitetura caracteriza-se por fachadas de adobe e portais de pedra que conservam brasões nobiliárquicos da época colonial. A oferta gastronômica aqui é básica; não vai encontrar grandes restaurantes turísticos, mas sim picanterías e refeitórios locais que oferecem menus do dia baseados em sopas de quinua, truta e ensopados andinos.

Instalações e ingresso às Salinas de Maras

A uns 5 quilômetros a noroeste da vila encontram-se as famosas Salinas de Maras. O caminho de acesso desde o centro urbano é uma via de terra batida, estreita e com curvas em descida em direção à ravina do rio Vilcanota. Se vai de carro, a condução deve ser em baixa velocidade devido à poeira e ao fluxo constante de vans turísticas.

O local é composto por mais de 3.000 poços de evaporação esculpidos na encosta da montanha. Uma nascente subterrânea de água hipersalina alimenta estes terraços, e mediante a exposição ao sol, a água evapora deixando os cristais de sal que os locais colhem à mão.

Serviços nas Salinas de Maras

  • Ingresso: o acesso às Salinas não está incluído no Bilhete Turístico de Cusco. Deve-se pagar uma entrada independente na guarita de controle (aproximadamente 20 soles por pessoa, pagamento unicamente em dinheiro).

  • Estacionamento: perto do ingresso há um estacionamento de terra habilitado para veículos particulares e transportes turísticos.

  • Instalações: o recinto conta com banheiros públicos pagos (costuma custar 1 sol o ingresso).

  • Comércio: logo antes dos mirantes, há um corredor comercial onde os próprios produtores vendem sacos de sal rosa de Maras, snacks e água engarrafada.

  • Acessibilidade e normas: por motivos de conservação e salubridade, já não é permitido caminhar pelas bordas dos poços de sal. O percurso realiza-se através de passarelas e mirantes superiores sinalizados. O acesso para pessoas com mobilidade reduzida é muito limitado devido às escadas e desníveis do terreno.

Complexo Arqueológico de Moray: como é a visita aos terraços incas?

Moray está localizado a uns 7 quilômetros a sudoeste da vila de Maras. O caminho que os conecta é uma rota de cascalho que atravessa extensos planaltos de cultivo agrícola. O trajeto de veículo demora uns 20 minutos.

Moray não é uma fortaleza nem uma cidadela, mas um centro de pesquisa agrícola inca. Consiste numa série de gigantescas depressões naturais no terreno que foram transformadas em terraços com muros de pedra (andenes) em forma circular concêntrica.

A genialidade desta construção reside no seu microclima: estudos topográficos demonstraram que existe uma diferença de temperatura de até 15 °C entre o terraço superior e o fundo do círculo principal (conhecido como Qochamuyu). Isto permitia aos incas simular diferentes altitudes ecológicas e aclimatar cultivos como a batata, o milho e a folha de coca.

Serviços em Moray

  • Ingresso: para entrar em Moray é obrigatório contar com o Bilhete Turístico de Cusco (BTC). Requer-se o Bilhete Parcial do Circuito III (que inclui Pisac, Ollantaytambo, Chinchero e Moray) ou o Bilhete Integral. Não se vendem entradas individuais apenas para este sítio.

  • Instalações: no ingresso principal encontra-se a guarita de controle de bilhetes e um bloco de banheiros públicos gratuitos para quem apresenta o seu ticket. Também há uma zona de estacionamento ampla.

  • Restrições: não há venda de alimentos nem bebidas dentro da área arqueológica para garantir a sua preservação. Por isso é fundamental levar água própria.

  • Clima e proteção: por estar a 3.500 metros de altura e numa planície aberta, não há nenhum tipo de sombra. O uso de protetor solar, óculos escuros e chapéu é obrigatório todo o ano, assim como levar um casaco corta-vento.

  • Circuito: as trilhas perimetrais estão claramente delimitadas e vedadas. É terminantemente proibido descer ao fundo dos terraços para evitar a erosão do solo ancestral.

Conselhos finais para a sua viagem ao Vale Sagrado

Independentemente de se escolhe realizar o trajeto por conta própria ou através de um tour guiado, há fatores geográficos e climáticos importantes a ter em conta:

Moray e Maras encontram-se acima dos 3.300 metros sobre o nível do mar. É imperativo que passe pelo menos um dia ou dois de descanso prévio no seu alojamento em Cusco ou no próprio Vale Sagrado para aclimatar o corpo antes de empreender caminhadas ou excursões de aventura. Mantenha-se hidratado e evite refeições pesadas antes do tour.

A época seca (de maio a outubro) é o momento ideal para visitar Maras e Moray. Os caminhos de terra estão firmes e o sol ressalta o branco radiante das salinas. Durante a época de chuvas (de novembro a abril), a água das salinas pode tornar-se de cor marrom devido aos sedimentos arrastados, e as rotas de cascalho para Moray podem ficar lamacentas e dificultar os traslados.

Certifique-se de sacar dinheiro (espécie) em Cusco ou Urubamba antes de iniciar o seu percurso. O ingresso às salinas de Maras, o uso dos banheiros públicos e as compras aos artesãos locais requerem moeda local (Soles peruanos). O sinal de internet na zona das minas de sal é instável, pelo que as máquinas de pagamento com cartão ou carteiras virtuais raramente funcionam.